“POSSO DIZER QUE FOI NA MCG QUE ENCONTREI O AMOR”
Fernando Simões é um dos exemplos que prova que a MCG tem ajudado a “moldar” vidas ao longo destes mais de 72 anos de existência. Fique a conhecer a “história” deste antigo colaborador da MCG.
Chegou à MCG em Maio de 1970, então com 18 anos, e o seu percurso na empresa é uma bela história de trabalho, admiração, evolução, amizade e até amor. E conta-nos tudo na primeira pessoa, pois, apesar de ter deixado de trabalhar na MCG em 2017, visita a empresa quase todos os dias…
Conte-nos como foi o seu percurso na MCG…
Quando cheguei à MCG já era serralheiro civil, pois já tinha trabalhado numa empresa em Lisboa, onde aprendi o ofício. Embora o trabalho que estava habituado a fazer fosse diferente, as bases que trazia ajudaram-me muito na minha nova experiência profissional. Mas ao longo dos 47 anos que trabalhei na empresa fiz coisas muito diferentes. Diria mesmo que passei por quase todos os sectores ligados às ferramentas [moldes para estampagem de peças para automóveis].
Comecei na secção de cunhos e cortantes, um trabalho muito desafiante e com muita precisão, e de que gostei muito. Mas em 1994 foi-me proposto o maior desafio profissional nesta empresa…. Fui trabalhar para o departamento de engenharia, um desafio muito ambicioso, que envolvia muita responsabilidade e que era algo completamente novo e desconhecido para mim. Senti alguma relutância em aceitar, mas houve uma pessoa que acreditou mais do que eu… José Medeiros, então Diretor-Geral da MCG.
Agradeço-lhe por ter acreditado em mim e por me ter confiado um trabalho de tão grande responsabilidade, que me realizou muito profissionalmente.

“Ao longo dos 47 anos que trabalhei na empresa fiz coisas muito diferentes.”
Teve de aprender funções novas de raiz, na verdade…
Nessa altura havia muita vontade de aprender, quase todos queríamos ser tão bons ou melhores que os melhores. Mas para isso era necessário ouvir os conselhos e os ensinamentos que mais velhos nos transmitiam. Naquela altura havia uma cultura de passagem de testemunho que acho que hoje tende a não existir…
Conceber ferramentas para a estampagem de peças automóvel, uma das especialidades da MCG, não era fácil…
Projetar e produzir ferramentas nada tinha a ver com os conceitos de hoje. Na altura existia um projeto global e pouco mais, o resta da produção era efetivamente feito à mão pelo serralheiro.
Mais tarde, já com José Medeiros à frente da MCG, é que começaram a aparecer as primeiras máquinas que nos ajudam a produzir moldes. Fresadoras CNC, por exemplo, que já na altura nos vieram dar uma grande ajuda. Foi uma grande evolução, a partir de então tudo passou a ser diferente.

O que acha da MCG dos dias que correm?
Uma frase resume quase tudo: a MCG registou uma evolução gigantesca ao longo dos 40 anos mais recentes.
Considero que será uma das melhores empresas no ramo em Portugal. E foi um orgulho ver crescer desta forma uma empresa familiar (da qual sinto que fiz parte), assente em três gerações com grande visão de negócio e sacrifício. Todos contribuíram e continuam a contribuir para que a MCG seja a empresa que é.
Alguma história curiosa que queira contar-nos?
Houve muitas ao longo dos 47 anos que trabalhei na MCG, mas uma delas nunca vou esquecer. No dia em que fui pedir trabalho na MCG, estava junto à porta da fábrica no Carregado para falar com o Sr. José Pedro [o encarregado na altura] quando chega um senhor e perguntou o que eu queria. Disse-lhe ao que vinha e ele pediu-me para o acompanhar.
Assim fiz, sem saber com quem estava a falar, e fiquei a aguardar num gabinete. Pouco depois esse senhor regressou, acompanhado pelo Sr. José Pedro, e disse: “Este rapazola diz que é serralheiro e quer trabalho. Este senhor é o encarregado e eu sou o trabalhador mais antigo desta casa”. Só uns dias depois é que soube que aquele senhor era o próprio Manuel da Conceição Graça. O fundador da MCG.

“Manuel da Conceição Graça foi um homem extraordinário e um grande contador de histórias.”
O que melhor recorda de Manuel de Conceição Graça?
Foi um homem muito inteligente e com uma grande visão para o negócio. Um homem extraordinário e um grande contador de histórias.
A sua esposa ainda trabalha na MCG. Foi cá que começaram a namorar?
Essa minha história começou como muitas outras histórias parecidas: amor à primeira vista. Foi um “caminho” atribulado, mas teve um final muito feliz. Posso dizer que foi na MCG que encontrei o amor.
Que mensagem gostaria de deixar a quem entra agora na MCG?
Todos devem aproveitar as oportunidades que a empresa lhes oferece. Sejam profissionais e humildes, respeitem a grande empresa que é a MCG.
O que significou a MCG na sua vida?
Representou tudo na minha vida. Foi na MCG que cresci e aprendi a ser o homem que sou hoje. Foi também na MCG que conheci a minha esposa, com quem constituí família. Foi uma honra trabalhar nesta empresa. Bem-haja!
