“A MCG é uma grande escola de engenharia”

MCG Stories
Partilhe esta página

O Professor Dr. Paulo Martins é uma das referências do Instituto Superior Técnico (IST), em Lisboa, uma universidade imensamente conceituada em todo o mundo na área da engenharia mecânica. E é também um amigo de longa data da MCG, já que coordena a relação entre a empresa e o Departamento de Engenharia Mecânica daquela universidade.

Em conversa, o Professor Dr. Paulo Martins mostra-nos em que medida a MCG e o IST colaboram de forma regular e se relacionam, sabendo de antemão que os projetos da MCG na área da indústria automóvel são uma verdadeira “escola” para os recém-licenciados dos cursos de engenharia mecânica do IST. Mas as bases desta saudável e importante relação não ficam por aqui.

MCG: Que tipo de relação é que a MCG mantém com o IST?

Prof. Dr. Paulo Martins: A boa relação entre as duas entidades acontece a vários níveis. Um dos aspetos, apesar de sazonal, é muito importante para nós: são vários os Colaboradores da MCG que participam em júris de avaliação de teses de mestrado dos nossos alunos. Isto permite-nos ter o feedback da indústria em relação às nossas teses, tal como permite à MCG ficar a conhecer alguns dos nossos alunos. São alunos finalistas, por assim dizer, que em breve vão tornar-se engenheiros bem preparados para entrar no mercado de trabalho.

MCG: E há participação em projetos MCG?

Prof. Dr. Paulo Martins: O IST, mais concretamente o nosso departamento de Engenhara Mecânica, está constantemente envolvido em vários projetos da MCG, como é exemplo o projeto Modseat, que terminou recentemente pela mão do Eng. António Coelho no âmbito da I&D MCG transportation.

Existe ainda uma excelente relação com o Eng. Carlos Saraiva, da MCG automotive, em termos de discussão corrente de casos de inovação e processos tecnológicos, além de termos um programa de elementos finitos a dar apoio à atividade de desenvolvimento de moldes e ferramentas da MCG.

A colaboração com vários sectores e em várias atividades permite-nos , por exemplo, levar alunos do IST a visitar a MCG frequentemente. Ou seja, a relação do IST com a MCG é vasta, é constante e é mútua, no fundo.

E acredito que a MCG vê grandes vantagens neste relacionamento, que para nós é muito importante: é a forma de percebermos que os trabalhos que vamos desenvolvendo não estão desconexos face à realidade industrial.

MCG: Como é que a MCG pode ser atrativa para os engenheiros recém-licenciados do IST?

Prof. Dr. Paulo Martins: A maneira como eu vejo a MCG para um recém-licenciado é ser uma grande escola de engenharia. É a possibilidade de um jovem engenheiro poder sair do IST e entrar numa organização que tem um grande know-how nestas áreas, o que acaba por ser uma enorme mais-valia para os nossos alunos.

Há sempre desafio presente: uma empresa que está fortemente ligada à indústria automóvel como a MCG é sempre desafiante para um engenheiro mecânico.

MCG: Qual o perfil de aluno do IST que mais se sente interessado pelos projetos da MCG?

Prof. Dr. Paulo Martins: Há alunos que têm um forte DNA industrial, estes são sempre potenciais colaboradores da MCG. Acabam por demonstrar uma atração natural pela empresa, pois têm uma apetência pela indústria, pela produção. A MCG aqui é muito atrativa, sim, até a nível mundial.

“A MCG é uma grande escola de engenharia” MCG

O Prof. Dr. Paulo Martins é docente do Departamento de Engenharia Mecânica (DEM) e investigador do Instituto de Engenharia Mecânica (IDMEC), no IST, sendo uma referência mundial incontornável na investigação de engenharia de produção. Foi recentemente nomeado Fellow da International Academy for Production Engineering (CIRP), a organização líder a nível global na sua área, e conta com dezenas de patentes registadas e obras publicadas.

MCG e IST: uma parceria histórica

Também no âmbito do Departamento de Engenharia Mecânica do Instituto Superior Técnico (IST), esta universidade mantém em atividades um Núcleo de Oficinas que tem o apoio da MCG.

A ligação da MCG ao IST, uma das universidades mais conceituadas da Europa nas áreas da engenharia, dura há mais de três décadas. Mais importante do que a longevidade da relação, contudo, é a forma como ambas as entidades cooperam a vários níveis.

Além de permitir identificar promissores engenheiros nas áreas de atuação da MCG, esta parceria estende-se a projetos de investigação no domínio das tecnologias de deformação plástica e maquinagem avançada, e desde 2012 que apoia as atividades técnicas de investigação experimental do IST através do Núcleo de Oficinas (NOF).

Da mesma forma, desde 2017 que o apoio da MCG visa também as atividades de formação avançada do LabM3 (Laboratory of Machining and Micro Manufacturing) no domínio dos processos de maquinagem.

Importante para os alunos

Em visita ao IST, o Professor Pedro Rosa abriu-nos as portas destas unidades, onde até os uniformes dos alunos e profissionais se assemelham bastante aos dos Colaboradores da MCG. E, de acordo com o Diretor-Adjunto do IST que coordena estas unidades, esta relação é bastante importante para os alunos: “é assim que conseguimos enquadrar os temas lecionados nos cursos de engenharia mecânica na realidade industrial e empresarial nacional, pois a atividade ajuda a captar os melhores alunos de engenharia para as áreas de produção e tecnologia mecânica”.

Importante para a MCG

“É natural que as empresas do sector da metalomecânica beneficiem da integração destes jovens engenheiros em programas de estágios e posteriormente nos seus quadros, especialmente no caso da MCG, que tem esta relação tão próxima com o IST”, confessa Pedro Rosa, salientando ainda que os grandes projetos e clientes com que a MCG trabalha hoje podem ser um ponto de atração. “Um profissional de engenharia tem a capacidade de desmontar mentalmente qualquer sistema mecatrónico e a motivação para procurar lacunas que careçam de inovação e melhoria. São características que movem o indivíduo, estando mais próximas de um desporto de alta competição do que de uma profissão. E a MCG pode proporcionar isso”.

Para Pedro Rosa, o trabalho que a empresa faz com o IST é um caminho que deve continuar a ser percorrido e cujo sucesso reside no “estabelecer de um plano de trabalho conjunto”. Do lado da MCG é certo que assim será, até porque esta é, pelas palavras de Pedro Rosa, uma das “fórmulas antigas que sempre funcionaram e continuam a funcionar bem”.

Nota: as visitas ao IST e as respetivas entrevistas que deram origem a este artigo foram conduzidas antes do aparecimento da pandemia Covid-19, razão pela qual todos os intervenientes surgem nas fotografias sem as devidas máscaras e distâncias de segurança.