A indústria automóvel europeia enfrenta uma pressão crescente para reforçar a competitividade enquanto responde à transformação tecnológica, aos custos, à concorrência global e a novas exigências de investimento.
Estes desafios estão também a transformar a relação entre OEM, fornecedores, equipas de engenharia, entidades de investigação e parceiros industriais.
No MCG Open Day 2026, mais de 100 parceiros e profissionais convidados reuniram-se na MCG para discutir de que forma uma colaboração mais forte em todo o ecossistema pode contribuir para uma indústria automóvel europeia mais competitiva.
A competitividade como desafio industrial partilhado
A competitividade automóvel depende cada vez mais da capacidade de responder simultaneamente a vários requisitos.
Novos produtos têm de chegar ao mercado de forma eficiente. As decisões de engenharia devem considerar a viabilidade industrial e o custo. Os sistemas de produção precisam de garantir qualidade, repetibilidade e flexibilidade. E a inovação tem de conseguir passar da investigação e desenvolvimento para a aplicação industrial.
Tudo isto torna a colaboração ao longo da cadeia de valor cada vez mais importante.
As discussões do Open Day refletiram esta visão mais ampla, reunindo perspetivas da indústria, instituições públicas, academia, fornecedores e organizações ligadas ao setor automóvel.
I&D colaborativa como fator de competitividade
Uma parte central do programa foi dedicada à apresentação dos resultados dos projetos liderados e implementados pela MCG no âmbito das Agendas Mobilizadoras Hi-rEV e Drivolution.
Estes projetos constituem exemplos concretos de como a I&D colaborativa pode contribuir para o desenvolvimento de novas tecnologias e capacidades com potencial de aplicação industrial.
Demonstraram também a importância de aproximar investigação, engenharia e produção desde as fases iniciais.
Para as empresas do setor automóvel, esta ligação pode ajudar a reduzir a distância entre inovação e industrialização e aumentar a capacidade de resposta a futuros requisitos de produto e produção.
Ligar estratégia e execução industrial
O programa incluiu também uma visita guiada a áreas selecionadas das unidades de produção da MCG.
Os participantes puderam relacionar os grandes desafios discutidos ao longo do evento com as capacidades de engenharia, industrialização e produção necessárias para transformar requisitos de produto em produção em série.
Para a MCG, esta ligação é fundamental.
Um componente automóvel de sucesso tem de cumprir os seus requisitos técnicos, mas também tem de ser industrializável, escalável e capaz de manter elevados padrões de qualidade, custo e entrega ao longo de todo o programa.
Intervenientes e Perspectivas
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- O impacto da MCG na região de Alenquer
Eng. João Nicolau – Presidente do Município de Alenquer - Os desafios das Small Mid Caps Nacionais na Indústria Automóvel, no contexto Europeu
Dr. José Couto – Presidente da AFIA - Apresentação MCG – Posicionamento e Capacidades Industriais
Eng. Carlos Saraiva – Diretor Geral da área de negócio MCG Automotive - Execução e impacto dos PRR na Indústria Automóvel Nacional, no segmento de Componentes
Dr. Pedro Dominguinhos – Presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR - Projetos HI-REV e Drivolution – Resultados na MCG
Eng. Vitor Pereira, Diretor de Engenharia, e Eng. José Freitas, Engenheiro de Vendas – MCG Automotive - O papel dos fornecedores nacionais de componentes na competitividade da Volkswagen Autoeuropa
Dra. Dinora Guerreiro – Procurement Business Area Manager na Volkswagen Autoeuropa - Papel da academia na competitividade da indústria automóvel europeia e o impacto da IA
Engª. Beatriz Silva – Professora Associada no Instituto Superior Técnico - O papel dos fornecedores nacionais de componentes na competitividade da JAC na Europa
Eng. José Pacheco – Managing Director for Europe na JAC Products - O impacto dos projetos Hi-rEV + Drivolution nas empresas
Eng. João Machado – Diretor Geral na Mobinov
- O impacto da MCG na região de Alenquer
As intervenções abordaram temas como o impacto regional, a competitividade dos fornecedores portugueses, as capacidades industriais, a implementação do PRR, a I&D colaborativa, as exigências dos OEM, o papel da academia, a inteligência artificial e o contributo dos fornecedores nacionais para a competitividade europeia.
A diversidade de perspetivas reforçou uma ideia central: a competitividade automóvel depende cada vez mais da combinação entre inovação, engenharia, capacidade industrial e colaboração efetiva ao longo da cadeia de valor.
Para a MCG, reforçar estas ligações continuará a ser fundamental para apoiar os próximos programas automóveis.